Claire
 


Despedida

Quando iniciei meu primeiro blog - o blog da Loba, em 30 de outubro de 2004 - experimentei uma das maiores alegrias dos últimos anos; ver algo que eu escrevera posto on line, para leitura de todos - pelo menos, todos que visitassem a página - foi uma das sensações mais próximas que tive do que significa divulgar algo que se faz e se gosta; em princípio, o mero fato de ver meus textos arrumadinhos, expostos, alegrava-me; mais tarde, a isso se juntou descobrir o contador de acessos e assim saber que era visitada; encontrar os primeiros comentários; respondê-los. Descobrir blogs novos e fazer novos amigos.

Todas essas experiências foram importantes para mim. Manter blogs (este aqui é o segundo de minha propriedade; ao longo desses mais de 24 meses, colaborei também em outros, de amigos) aprimorou minha disciplina, testou meu estilo, abriu-me os olhos para opiniões diferentes das minhas, trouxe-me mais segurança: aprendi que posso fazer algumas coisas, que sou capaz de fazê-las; ganhei autoconfiança, algo de que todo tímido sabe o valor.

Como nada é perfeito nesse mundo, tive também alguns dissabores. Manter um blog, como disse meu amigo César Miranda, do falecido e lamentado Pró Tensão, é ter outro emprego. É difícil manter a qualidade que se deseja e que até se declara como imprescindível; é difícil, para alguém autocrítica, afirmar que "Devemos nos divertir com um blog" (afirmação que me lembro de ter feito a um amigo) e ao mesmo tempo ser assolada pela culpa quando o texto que exibe é abaixo da qualidade mínima que se anseia; difícil, também, debruçar-se sobre um micro atualmente caprichoso, que desliga quando menos se deseja, e lutar para editar, cortar, polir um texto no wordpad; desestimulante perceber que muitos blogs queridos, que costumavam funcionar como um estímulo, seus donos propiciando trocas de idéias, humor, discussão, entusiasmo, encerraram as atividades ou, em alguns casos, tornaram-se erráticos em suas atividades. Sinto-me saudosista dos meus primeiros tempos de blogueira. Havia uma energia on line que raramente recupero agora.

Assim, examinando prós e contras, os ganhos e as perdas, encerro agora as atividades aqui. Aprendi o que eu podia aprender; escrever, revisar, publicar, verificar, tornaram-se tarefas que desviam meu tempo, já tão escasso. Minha energia para escrever textos mais longos tem sido gasta nos cuidados com esta página. As perdas são hoje maiores do que os ganhos.

Agradeço a todos que compartilharam essa “brincadeira séria” comigo. Obrigada pelos comentários, os recados, as perguntas, os pedidos, as cobranças. Vocês foram maravilhosos. Foi divertido.



 Escrito por Claire Scorzi às 09h00
[] [envie esta mensagem] []




Literatura Policial: Ed McBain

Ed McBain é pseudônimo de Evan Hunter (1926-) criador de uma série policial de sucesso: o 87º Distrito Policial. Nela, McBain apresenta histórias de crime e investigação utilizando uma meia dúzia de detetives à paisana: Steve Carella, Kling, Meyer, Cotton Hawes, Arthur Brown... seus policiais não são gênios, mas realizam o trabalho usando de paciência, dedicação e meticulosidade. Em seus livros (boa parte escritos e publicados nos anos 50) começa a destacar-se o trabalho da perícia criminal, que hoje em dia é tão popular através de séries de Tv como C.S.I. A rotina, a descrição de tipos humanos, o enfoque da vida familiar dos detetives são algumas características próprias do "mundo" imaginado por McBain para as suas narrativas.

Alguns títulos: Afinal, Quem Foi Annie? ; O Salário do Crime; Saldo: 4 Mortos; Domingo no Distrito Policial; Pacto de Morte?; As Horas Vazias.

 



 Escrito por Claire Scorzi às 20h36
[] [envie esta mensagem] []




Canção

Nunca eu tivera querido

dizer palavra tão louca;

bateu-me o vento na boca,

e depois no teu ouvido.

 

Levou somente a palavra,

deixou ficar o sentido.

 

O sentido está guardado

no rosto com que te miro,

neste perdido suspiro

que te segue alucinado,

no meu sorriso suspenso

como um beijo malogrado.

 

Nunca ninguém viu ninguém

que o amor pusesse tão triste.

Essa tristeza não viste,

e eu sei que ela se vê bem...

Só se aquele mesmo vento

fechou teus olhos, também...

 

              (Cecília Meireles)



 Escrito por Claire Scorzi às 07h03
[] [envie esta mensagem] []


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
 
 
 
  BRASIL, Sudeste, Mulher, de 36 a 45 anos, Livros, Arte e cultura, estudos de teologia e filosofia...


 


 Todas as mensagens
 Link



 Antigas Ternuras
 À Procura
 Burburinho (quadrinhos, livros, música...demais!)
 Canto do Jo
 Casa de Chá do Luar de Outono
 Contra a Ilusão
 Cronopios - Revista de Arte e Cultura
 Dessincronizado
 Devaneios Gratuitos
 Diário de Bordo
 Digestivo Cultural
 É Tudo Verdade
 O Essencial É Invisível aos Olhos
 Estação Noturna
 Estudo Bíblico
 Gamella
 Juvenília
 Lado B
 Lara Vedder
 Livraria do Crime
 Marcelo Maroldi
 Milton Ribeiro
 Minuta
 Mulheres Que Amo
 Na Estrada
 Nos Ares
 Odisséia 2005
 Otium Liberale
 Pensamentos Cativos
 Poesias e Vinho Tinto
 Por Hoje É Só
 Remonstrante
 Ricardo Costa - História Medieval
 Voando Pelo Céu da Boca



 Dê uma nota para meu blog